INTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE GETULIO VARGAS

Fundado em 14 de junho de 1995

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

XI Feira do Livro


A abertura da IX Feira do Livro de Getúlio Vargas será realizada na noite de quinta-feira (23). Na oportunidade nossa confrade Lisolete Farias Stawinski realiza o II Sarau Cultural e Artístico. O evento será realizado no Salão de Atos do Centro Administrativo. O IHGGV é parceiro da Feira que terá parte da sua programação realizada no Centro Municipal da Cultura.

Imprensa - IHGGV em novas instalações a partir de segunda-feira (13)

O Centro Municipal de Cultura, que será inaugurado às 18 horas desta sexta-feira vai abrigar a Biblioteca Pública Dr. Léo Stumpf e o Instituto Histórico e Geográfico de Getúlio Vargas. O novo espaço está localizado no antigo Fórum, esquina das ruas Jacob Gremmelmaier e Dr. João Carlos Machado.
O acervo do IHGGV, formado pela biblioteca, hemeroteca, mapoteca e Projeto Memória Oral está á disposição do público numa das três salas do piso superior. Uma segunda foi destinada para pesquisa e reunião dos associados. As mais de duzentas peças do Museu Histórico têm agora um espaço definitivo e segundo a direção da entidade, presidida pelo professor Neivo A T Fabris, exposições temáticas serão realizadas.
A ultima reunião do IHGGV realizada no Espaço Cultural e Educacional 18 de Dezembro foi realizada no dia 14 de junho, quando do 15º aniversário da entidade. No encontro, David Anderson Zanoni (foto) atendeu o convite para apresentar seu trabalho de conclusão do curso de História da Universidade de Passo Fundo. Dentre os locais de pesquisa para o trabalho “Maio de 1964: Legalidade x Repressão em Getúlio Vargas – Os Onze”, o acervo da entidade.
Fonte: A Folha Regional - Edição de 10 de setembro de 2010.ç

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Paulo Dreier no encontro de maio



Os associados do Instituto Histórico e Geográfico de Getúlio Vargas (IHGGV) receberam no encontro deste mês o comerciante Paulo Luiz Dreier. O convidado relatou aspectos diversos acerca da sua trajetória de vida, com destaque a sua atuação pública desde o tempo em que Erebango integrava o município de Getúlio Vargas na condição de distrito.
O ex. vereador nas câmaras de Getúlio Vargas e Erebango deixou a vida pública e divide o tempo entre a loja administrada pela filha e esposa e o plantio de árvores num sítio próximo a cidade de Erebango. Desde o início do ano Paulo Dreier está organizando documentos, fotos, edições de jornais e revistas reunidos a pelo menos cinco décadas que vão servir como fonte para o livro que irá escrever.
Durante a conversa, interrompida por freqüentes perguntas, ele falou acerca da formação social e econômica de Erebango desde os primórdios. Destacou a importância da atividade madeireira, com ênfase a Jewish Colonization Association (ICA) e os reflexos provocados com o esgotamento dos pinheirais. De igual modo o papel da ferrovia, a trajetória da comunidade erebanguense e as conquistas anteriores e posteriores a emancipação ocorrida em abril de 1988.
De acordo com o presidente do IHGGV, o encontro foi gravado e as fitas serão transcritas e incorporadas ao acervo do Projeto Memória Oral Getuliense. O professor Neivo Angelo Fabris disponibilizou a biblioteca da entidade para Paulo Dreier. O resultado da pesquisa deverá se materializar num livro de memórias que será inicialmente postado num blog criado pelo autor especialmente para esta finalidade.
Fonte: Jornal A Folha Regional

segunda-feira, 3 de maio de 2010

"Estação" - A porta da Colônia Erechim completa cem anos




Neivo Angelo Fabris – Professor de História do Colégio Estadual Antônio Scussel e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Getúlio Vargas.
Na segunda metade do século XIX foram elaborados diversos planos de viação com o objetivo de estabelece comunicações entre o Rio de Janeiro e as províncias. A ligação do Rio Grande do Sul com a região sudeste só iria ocorrer no ano de 1910, mas o serviço já estava em atividade desde 1874 entre Porto Alegre e São Leopoldo.
A primeira medida adotada para a ligação férrea entre São Paulo e o Rio Grande do Sul ocorreu seis dias antes da Proclamação da República em 15 de novembro de 1889. O decreto 10.432 assinado pelo Imperador D. Pedro II concedia ao Engenheiro João Teixeira Soares, o “privilégio para construção, uso e gozo de uma estrada de ferro. Ela partiria das margens do rio Itararé, na divisa de São Paulo e Paraná, chegando até a cidade de Santa Maria da Boca do Monte”.
O Inventário das Estações 1874-1959, realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado registra que Teixeira Soares teria negociado seus direitos com a Companies dês Chemins de Fer Sud-Quest Brésilien, empresa com sede na Bélgica. O regime monárquico deu lugar ao republicano, mas o projeto não foi abandonado;
No ano de 1894 os trilhos chegam a Cruz Alta, em 1897 a vila de Carazinho e no ano seguinte a Passo Fundo. O trecho até o rio Uruguai seria o último e o mais difícil. O traçado feito pelos agrimensores e engenheiros atravessa o chamado “Sertão do Alto Uruguai”, área que integra o território de Passo Fundo que desde 1857 havia sido elevado à categoria de município.
No primeiro dia de janeiro de 1910 a primeira leva de imigrantes com destino a Colônia Erechim desembarca na estação com o mesmo nome, no entanto, a inauguração oficial iria ocorrer no dia 3 de maio. Nesta data a imprensa da capital anunciava a conclusão do trecho Passo Fundo – Coxilha – Sertão – Erechim – Erebango – Capo-Erê. No vigésimo quinto dia de outubro do mesmo ano estava concluída a construção da estrada de ferro entre Santa Maria e Marcelino Ramos.
O projeto de colonização do governo do Estado iniciado em 1908 é incrementado com o início da operação da ferrovia. Além da Colônia Erechim, que tem sua sede instalada a pouco mais de cinco quilômetros da estação com o mesmo nome, as companhias colonizadoras Luce & Rosa e a Jewish Colonization Association (ICA) passam a operar na região. A fertilidade das terras e a crescente entrada de imigrantes que desembarcam nas nove estações entre Passo Fundo e o rio Uruguai colocam a região em evidência.
O relatório da Secretaria de Estado dos Negócios das Obras Públicas apresentado por Carlos Barbosa Gonçalves sobre a Colônia Erechim no ano de 1912 é revelador: “É a colônia mais nova no Estado, e a que mais rapidamente se tem desenvolvido, graças especialmente a estrada de ferro que a atravessa”. O mesmo documento aponta que “no 2º semestre de 1911, esta Colônia recebeu 1.788 imigrantes, formando 354 famílias e 88 solteiros”. Nos primeiros seis meses do ano de 1912 os servidores da Comissão de Terras haviam recebido 2.057 imigrantes. No período a média de chegada de indivíduos foi de 342/mês.
Ainda sobre o relatório de 1912 o registro: da demarcação de 105.621 hectares dos quais 86.824 já ocupados. E ainda, uma população de 14.400 habitantes: “de várias nacionalidades, o elemento nacional representando ainda mais da metade, e entre o elemento estrangeiro predominando os polacos e russos”. Outro fato curioso diz respeito à construção das casas: “Na área colonizada existem hoje aproximadamente 2.400 casas, e a não ser algumas das estações da Estrada de Ferro, feitas de tijolos, todas as demais são de madeira”.
Passados mais de dois anos desde a chegada dos primeiros imigrantes a única estrada de rodagem concluída ligava a estação Erechim a sede do mesmo nome, uma extensão de 4.560 metros. No ano de 1912 o Cartório Civil havia registrado 258 nascimentos, 189 óbitos e 85 casamentos. Ao longo da década de 1910 o crescimento da população e da economia permitiu o desmembramento da região do município sede. No dia 30 de abril de 1918 Antônio Augusto Borges de Medeiros assinava o decreto que criava o município de Erechim. Sua sede foi instalada na vila de Paiol Grande batizada então com o nome de Boa Vista do Erechim.
A atividade madeireira nas décadas seguintes é intensa e aos milhares as tábuas e caibros de pinheiro são depositados nas proximidades das estações. Além da atividade extrativista a produção de banha se torna uma importante atividade. No ano de 1935, quando da instalação do município de Getúlio Vargas, a estação Erechim tem seu nome modificado. No dia 31 de março é fundada a Cooperativa de Produção de Banha Santana Ltda.
No início da segunda metade do século XX a triticultura é estimulada pelo governo. A produção do cereal cresce a cada safra e no ano de 1957 surge a Cotrigo. O associativismo também seria a opção dos produtores de uva através da Vinícola Serrana e de crédito, origem da Sicredi. Conhecido como “bairro industrial”, Estação Getúlio se consolida economicamente, com destaque para as atividades metal mecânico, moveleira, vestuário. De igual modo no comércio e serviços.
A inauguração da RS-135 é outro marco para a região. Uma campanha bem sucedida garante a emancipação no mês de abril de 1988 do bairro Estação e de outros dois distritos de Getúlio Vargas. Passados vinte e dois anos os indicadores sócio e econômico revelam que os esforços da comissão emancipacionista e o “sim” do plebiscito valeram à pena.
A Rede Ferroviária Federal S/A pouco fez para manter o serviço que havia sido determinante para o desenvolvimento local. Acumulando prejuízos a cada exercício, o Ministério dos Transportes entrega em março de 1997 as malha ferroviária a iniciativa privada. A América Latina Logística (ALL) recebe a concessão por trinta anos para explorar os serviços no RS, SC e PR.
No mesmo ano a ALL desativa o trecho Passo Fundo a Marcelino Ramos. Os esforços das autoridades e empresários locais e dos municípios servidos pela rede não conseguem reverter à decisão. As negociações dos governos do MS, PR, SC e RS em torno da criação da Ferrovia da Integração do Sul do Brasil S/A colocaram a região na rota deste novo empreendimento. Investidores diversos já manifestaram o interesse no novo empreendimento que deverá ser de capital misto;
Artigo publicado no jornal A Folha Regional, edição de 30 de abril de 2010 (páginas 4 e 5 suplemento especial Estação 22 Anos - centenário da ferrovia).

sexta-feira, 12 de março de 2010

Abertos os trabalhos do ano acadêmico 2010



O primeiro encontro dos associados do Instituto Histórico e Geográfico de Getúlio Vargas aconteceu no dia oito de março. O presidente da entidade cultural, professor Neivo Angelo Fabris, apresentou o relatório das atividades realizadas no ano passado, destacando a continuidade do Projeto Memória Oral Getuliense e a participação na X Feira do Livro.

Em 2009 o IHGGV teve aprovado dois projetos pelo Conselho Municipal da Cultura garantindo deste modo a encadernação da hemeroteca, coleção de jornais e periódicos editados no município. De igual modo a transferência das entrevistas feitas em fitas cassete para CD, o que deve facilitar a pesquisa e a preservação do acervo. A secretaria recebeu no exercício passado 52 correspondências e expediu 114. Foram emprestadas 46 obras da biblioteca que recebeu no mesmo período 85 livros e 93 revistas.

O cronograma de atividades até dezembro será finalizado nos próximos dias. Está prevista a realização de uma sessão do IHGGV na cidade de Estação para marcar o centenário da chegada da ferrovia. Também a continuidade dos projetos e a participação na Feira do Livro 2010, realização de palestras e outros. De acordo com a diretoria da entidade, a mudança para o prédio do antigo Fórum vai permitir entre outros a reabertura do Museu Histórico.

Atendendo convite do IHGGV o senhor Ervino Albino Figura participou do encontro. O filho de pioneiros que se estabeleceram na Colônia Erechim no ano de 1910 lançou recentemente o livro "Erebango Meu Berço". Dono de uma memória invejável, o pesquisador vai completar 87 anos no dia 20 de setembro. Atencioso, descreveu aspectos diversos da história local e autorizou a gravação da conversa que será transcrita para consultas. Um exemplar do seu livro foi doado à biblioteca do IHGGV.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Hemeroteca: jornais que integram o acervo.

# Jornal Chico Tasso: do número 01 ao 17 (coleção completa) - 1949 e 1950.
# Repórter da Serra: edições de 05/05/1951 e 06/10/1951.
# O imparcial Getuliense: 01 exemplar: dezembro de 1961.
# O Circulista: edições de 1º de maio e 08 de maio de 1963.
# O Getuliense: 01 exemplar: dezembro de 1968
# Município em Foco: edições de 25 de julho a 31 de outubro de 1974.
# O Panorama: Coleção completa (1979).
# A Voz da Serra Getúlio Vargas:do número 01 ao 366 - 1992 a 1999 (coleção completa).
# Diário da Manhã Getúlio Vargas: 1994 e 1995.
# O Povo - Coleção completa (2008).
# A Folha Regional:do número 001 (12/11/1999) ao número 537 (2010).
# Tribuna Getúliense: de 1999 ao ano de 2009.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Hemeroteca já pode ser consultada


Com recursos do Fundo Municipal da Cultura o Instituto Histórico e Geográfico de Getúlio Vargas pode encadernar o acervo de jornais editados no município. Com a criação da hemeroteca os periódicos já podem ser consultados na sala de pesquisa da instituição localizada no mesmo prédio da Biblioteca Pública Municipal Dr. Léo Stumpf.

A hemeroteca é formada por noventa e quatro peças encadernadas e identificadas com o título do jornal e período de circulação. O Getuliense, editado entre os anos de 1936 e 1937, é o título mais antigo do acervo. De acordo com o professor Neivo Angelo Fabris, a coleção completa formada por dezessete números do jornal Chico Tasso, dirigido por Oscar Six entre os anos de 1949 e 1950, também integra o acervo. .

O presidente do IHGGV lamenta que nenhum exemplar do jornal O Erechim, lançado no ano de 1919 e extinto na primeira semana de 1923 tenha sido preservado. “O semanário editado por Candido Cony e Mathias Lorenzon foi o primeiro jornal da região do Alto Uruguai rio-grandense”, revelou. O Circulista, órgão oficial do Circulo Operário de Getúlio Vargas chama a atenção por ter sido impresso através de mimeógrafo a álcool.

Da década de 1980 a coleção completa do semanário O Panorama e exemplares diversos do jornal Realidade. As trezentas e sessenta e seis edições do jornal A Voz da Serra Getúlio Vargas que circulou de novembro de 1992 a novembro de 1999 também foi encadernada. Da mesma época o Diário da Manhã Getúlio Vargas, que circulava aos domingos.

Integram ainda o acervo da hemeroteca os jornais A Folha Regional e Tribuna Getuliense. De igual modo o jornal O Povo, lançado no ano passado e que deixou de circular. Outros periódicos como Revista de Vanguarda, que marcou época, integram o acervo e exemplares isolados do jornal O Município de Getúlio Vargas da década de cinqüenta do século passado.
Fonte: Jornal A Folha Regional, edição do dia 11 de dezembro de 2009 - página 4